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A Companhia das Lezírias foi fundada em 1836, denominando-se então Companhia das Lezírias do Tejo e do Sado.


A Guerra Civil, entre liberais e absolutistas, terminou com a assinatura da Convenção de Évora Monte e consequente expulsão, para o exílio, de D. Miguel. Estávamos então no ano de 1834!


Portugal encontrava-se, nesta fase, numa situação de grande fragilidade económica, política e militar.

 

Face a tal situação dramática entre outras medidas, determina a supressão das Ordens Religiosas e publica o Decreto de venda dos bens nacionais para que se pudesse suprir o défice do Estado. Este Decreto colocava em hasta pública os bens de mão morta acumulados sob o regime feudal - conventos, capelas, comendadorias, bens da Coroa e do Infantado.

 

Em 1836 com esse fundamento, a Rainha D. Maria II procede à autorização da venda das propriedades de que se compõem as "Lezírias" do Tejo e do Sado, terras estas que foram arrematadas com uma área total de 48 mil hectares. Esta venda foi efectuada pela quantia de dois mil contos de réis.


Companhia das Lezírias teve um papel preponderante no campo agrícola, no espírito inovador e liderança tecnológica, não só na região do Ribatejo, como a nível nacional, tendo contribuído de forma relevante para o desenvolvimento da agricultura portuguesa.


O 25 de Abril de 1974 traz uma nova realidade, decidindo-se a 13 de Novembro de 1975 pela nacionalização, com o Estado a comprar aos accionistas todas as acções disponíveis, com o intuito de defender este vasto património, evitando assim a especulação.


A necessidade de alteração da natureza jurídica tornou-se ainda mais óbvia com a entrada de Portugal na Comunidade Económica Europeia, sendo só possível com a publicação do Decreto-Lei n.º 182/89 de 31 de Maio, que converte a Companhia das Lezírias de pessoa colectiva de direito público, em pessoa colectiva de direito privado, com os estatutos de sociedade anónima de capitais maioritariamente públicos.


A Companhia das Lezírias é uma empresa agrícola que possui capacidade para criar, organizar e colocar em funcionamento circuitos de produção de bens, quer de natureza vegetal, quer animal, sem necessidade de recorrer a intermediários para garantir o escoamento para o mercado, tornando-se, em termos de turismo ambiental, uma das empresas nacionais com maior potencial para o desenvolvimento de qualquer actividade de lazer.


Hoje a Companhia das Lezírias conta com 20.000ha de área que se distribui em dois territórios principais:

 

 

 

 

 

 


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